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quinta-feira, 2 de junho de 2011

Dia do livro é coisa pra trouxas


É uma lenda, a gente sabe. Mas é uma daquelas lendas que a gente sempre quer acreditar: diz-se que o dia 23 de abril é marcado pela morte de dois grandes mestres da literatura, Shakespeare e Cervantes, ambos 'mortos' no dia 23 de Abril de 1616. É uma lenda porque o calendário Gregoriano, que utilizamos hoje, só foi adotado pela Inglaterra em 1751. Resultado: Shakespeare morreu na verdade dez dias depois de Cervantes.
Mas o pessoal do marketing nem é besta nem nada, e dá uma forçada na história. Querendo ou não, dez dias de diferença não fazem diferença, né não? Os dois caras deixaram uma marca muito importante para a literatura e é legal que o dia do livro seja esse mesmo. Então, esqueçam o que eu disse no primeiro parágrafo.   
Ou melhor, nem esqueçam, porque, o final das contas, de que adianta celebrar o dia do livro num país que nem lê? É aquela história de 'o dia do livro deveria ser todos os dias' e tal. Essas datas só servem para incentivar o consumo, sem uma reflexão sobre a importância do livro enquanto objeto simbólico. Se eu falar para alguns alunos universitários desse lance de livro enquanto objeto simbólico eles me mandarão plantar batatas. Aliás, quem deveria estar fazendo essas reflexões, se a maior parte da população está mais preocupada com a polêmica envolvendo Angra e o Parangolé? Então esquece de novo o que eu disse nesse parágrafo.
Mas Cervantes e Shakespeare viviam numa época tão diferente assim? A galera do saudosismo diz que hoje se lê menos e coisa e tal. Pior: que se lê mal. Eu já nem sei o que é a boa leitura, se acho que bom é, no mínimo, ler, mesmo que seja Crepúsculo. Não sei é de nada. Sei é que que se não insistir, fera, nem tem jeito, melhor esquecer. Porque, pra maioria dos meninos é mais legal jogar GTA do que ler O Invasor, embora os dois trabalhem com a vida loca de maneira bem peculiar. Na época de Cervantes e Shakespeare pouca gente sabia ler. Hoje, pouca gente quer ler. Se bem que, no final das contas, nunca teve muita gente querendo ler.
Mas aí tem o lance também: o cara dá quinze contos numa entrada de cinema e não dá trinta num livro. "Mas é o dobro do preço" e coisa e tal. Mas o livro dura mais, né não? Mas o livro tinha que ser mais barato ainda, né fera? O pessoal do livro sabe. O pessoal das livrarias, que cobra 50% pra expor livro na estante (ou pra colocar pelo menos no catálogo de busca) também sabe do que eu tô falando, né não? Heim? O problema é que ensinaram pro pessoal que livro é coisa de escola, de trabalho pra nota. Ler Machado de Assis pra complementar a nota com júri simulado e coisa e tal. E o prazer fica meio de fora. Aí, pedir pro cara ler é quase um ato de sadismo, né não? Então, falar do dia do livro é lembrar do trabalho que dona Júlia passava para a segunda unidade e que o menino tinha que fazer. Ler sem compromisso, por prazer, parece que a gente desaprendeu.
Mas ainda tem uma galera que resmunga que se lê mal. Acordem: o lance agora é que, simplesmente, não se lê. Contar nos dedos quem lê como costume, levar livro pro trabalho, pro ônibus, pro banheiro. Reclamar dos best sellers é se preocupar com o mínimo. Ei! Cervantes foi um best seller, otário! E piratearam pra caramba o cara, tanto que na segunda parte ele ainda tira uma onda com as cópias. Tá lá, é só ler. E não é assim hoje não, com as fábricas de best sellers? Um descobre um nicho de mercado e a galera sai copiando histórias de vampiros, zumbis, amores que foram pra guerra do Iraque blá blá blá.
E eu nem defendo os best sellers. Eu odeio literatura enlatada, vá por mim. Mas não me iludo de rotular tudo, né fera? Mas eu falava do quê? Do dia do livro. Esquece, esquece tudo o que eu disse. Aliás, eu nem deveria ter escrito isso. Eu deveria era estar lendo um livro. É isso, vou ler um livro. Faça o mesmo, vá.
  
Por Wellington de Melo no Interpoetica http://tinyurl.com/3oyrocj 

quarta-feira, 1 de junho de 2011

TVs e Radios comunitárias, uma realidade!


Por André Barrocal, no sítio Carta Maior:

As rádios e TVs comunitárias alcançam hoje todos os estados brasileiros e representam um terço da radiodifusão. O país tem 14.154 emissoras em operação, das quais 9.682 são comerciais, 4.242 são comunitárias e 230, educativas.

Os números fazem parte de um banco de dados sobre outorgas de rádios e TVs que o ministério das Comunicações divulgou nesta segunda-feira (30/05). A lista traz nome e sobrenome de cada um dos sócios e dirigentes das emissoras.

Minas Gerais é o estado com o maior número de redes comunitárias (691), seguido por São Paulo (551) e Rio Grande do Sul (362). Na rabeira, estão Acre (5), Roraima (6) e Amapá (16). O Acre, aliás, é o único estado que não possui emissora educativa.

As posições entre São Paulo e Minas se invertem, no caso das emissoras comerciais: 1.595 no primeiro e 1.303, no segundo. O Rio Grande do Sul também fica em terceiro lugar (935). Na outra ponta, estão Amapá (37), Roraima (42) e a capital do país, o Distrito Federal (46).

A lista de outorgas está disponível na página eletrônica do ministério das Comunicações. Sua divulgação tinha sido anunciada pelo ministro Paulo Bernado há cerca de um mês, durante reunião dele com a Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão e o Direito à Comunicação com Participação Popular.

Na ocasião, Bernardo dissera que o objetivo era contar com a ajuda da população para identificar “laranjas” por trás das concessões. O ministério espera que as pessoas vejam a lista e informem o governo sobre sócios suspeitos que porventura elas conheçam.

Também para combater o “laranjal" na radiodifusão, o ministério mudará as regras das licitações. Vai exigir que os interessados apresentem parecer de auditoria independente comprovando que têm capacidade financeira para tocar uma emissora. Que provem que há distribuição de lucros entre os sócios. Que depositem caução de 20% no ato da inscrição, e não de 1%, como é hoje. E que paguem pela concessão até a assinatura dela, e não mais em até 12 meses, também como ocorre hoje.

“Nós adotaremos estes critérios já nas próximas licitações”, disse Paulo Bernardo. “Hoje, há cerca de 300 processos no ministério que nós vamos cancelar para reabrir com as novas exigências. O que já chegou ao Congresso, aí será uma decisão dos parlamentares.”

Poesia que se levanta, sempre!














               O MAR QUE É TEU 

Mergulhei no teu mar
e me afoguei no desamor das tuas pedras
um fosso
um bosque de espinhos
uma mão com luvas em meu rosto agreste.

Mergulhei no teu mar
e o que vi?
fantasmas me agoirando
pedras e rochas despencando das tuas vetanias
amores secretos 
atitudes somente tuas
que nao me acalma!

Mergulhei no teu mar
e fui lançado em tempestade
até ca onde estou.
Um bueiro, uma vala infecta, um esgoto!

Deixe está onde estou!
Setembro de 2010

terça-feira, 31 de maio de 2011

Quem tem medo da internet livre?


No blog do José Dirceu

Os debates e as decisões do G-8 sobre a Internet, por sua importância, continuam sendo repercutidos na imprensa. No domingo, O Globo trouxe um editorial a respeito, "Os limites na regulação da Internet", sobre a proposta do presidente Nicolas Sarkozy, que defende intervir na web para torná-la menos “caótica” e mais “civilizada”. Já O Estado de São Paulo, no caderno Link, descreve o embate que se travou na cúpula dos líderes globais numa ampla matéria “Um debate com quase todos do mesmo lado”, em duas páginas.


Como já temos tratado neste blog, sobre a Internet e a regulação proposta por Sarkozy, a questão de fundo é: “quem tem medo da WEB”? E por quê?

Na verdade, existem duas razões para se temer a liberdade na Internet. A primeira diz respeito à ameaça à publicidade e ao mercado quase cativo dos leitores, uma espécie de reserva de mercado publicitário e editorial, mantido por poucos, por meio de diferentes mecanismos.

O medo da convergência

Esse é o ponto que interessa à nossa mídia conservadora, que procura resistir à convergência imposta pela tecnologia (e a concorrência dos grandes grupos de telecomunicação) e namora a regulação da Internet. E é isso que o presidente francês, atrás de uma agenda que lhe evite o desastre eleitoral, propõe regular.

No entanto, a concepção de Sarkozy beira a censura e é combatida até pelos arautos da mídia. “Google e Facebook, ferozes concorrentes, se uniram em Paris contra a defesa do presidente francês de regras para “civilizar” a Internet. Dependerá das regras. Qualquer ameaça de censura, por óbvio, é inaceitável”, afirmou o próprio O Globo, em editorial.

A segunda razão pela qual há quem tema a liberdade na Internet dá-se em função da ameaça à perda do monopólio político de informar e formar opinião. Isso, na prática, significa perda de poder político. A discussão prevê, ainda, vários outros aspectos. Ela é urgente e deve ser enfrentada. De nossa parte, defendemos que devemos lutar pela regulação da mídia sem controle do conteúdo. Somos, ainda, a favor da convergência e da concorrência na Internet...

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Insensato Coração, MESMO!




Reparou que antes da internet pipocar, para se formar opinião era preciso ser colunista de algum jornal? Pois é! E o que o colunista escrevia nem sempre era a opinião dele. O cara vivia engessado sem poder dar seu ponto de vista sobre determinado tema. E isso era uma festa para os donos dos jornais afinal de contas eles precisam manter o poder estabelecido. O Jornalista era pago pra isso. Ele precisa comer, né! E pagar as malditas contas do fim de mes também ! Com a era digital isso mudou um pouco. Hoje em dia para o cidadão dar qualquer pitaco só precisa ter um olhar diferenciado e um blog pra compartilhar. Coisa boa né? Boa pra gente, mas uma péssima idéia pra quem antes tutelava o cidadão formador de opinião. Veja o caso dos blogueiros! Sim, blogueiro!!! Blogueiro é uma nova categoria de formador de opinião que escreve em blogs. Pra mim o blogueiro é mais independente do que qualquer desses jornalistas que escrevem nos jornalões. Esse negócio de opinião sem atrelamento ta tão serio que tem até emissora de TV usando as Novelas pra atacar esses cidadãos. Vale a pena dar uma sacada nessa cena da novela INSENSATO CORAÇÃO onde o Blogueiro Kléber é tratado com indiferença e mostrado como uma pessoa raivosa e intolerante.