Procurando o quê?

siga-me

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Aprenda a ver televisão, Rapaz!!!!



Em um belo dia de 1988, a emissora pública espanhola TVE colocou no ar uma curiosa campanha institucional chamada “Aprenda a ver televisão”. Eram dois singelos filmes de um minuto de duração cada um, exibidos em sequência. Criados pela agência Contrapunto, os comerciais acabaram faturando, naquele ano, o cobiçadíssimo Grande Prêmio da 36ª edição do Festival do Filme Publicitário de Cannes. A série conta a história da cadelinha Pipin e de seu dono, um menino viciado em televisão e entorpecido por ela.





video

quinta-feira, 2 de junho de 2011

O S A M A N T E S


















Eu
estrada calada deserta
Tu
caminho de pedra  movediço!
Eu
tempo que ainda  não vem
Tu
momento de mim tão amargo!
Eu
palavras soltas  e vãs
Tu
Poesia vazia incompleta!
Eu
passagem estreita sem portas
Tu
porta longa trancada!
Eu
poço aberto sem fundo
Tu
açude largo de ilusões!
Eu
chuva fina inesperada
Tu
Lamaçal de atropelos!
Eu
deserto em expansão
Tu
vácuo e solidão!
Eu
O gesto e o sempre
Tu
um rosto e o nunca!
Julho de 2009

Dia do livro é coisa pra trouxas


É uma lenda, a gente sabe. Mas é uma daquelas lendas que a gente sempre quer acreditar: diz-se que o dia 23 de abril é marcado pela morte de dois grandes mestres da literatura, Shakespeare e Cervantes, ambos 'mortos' no dia 23 de Abril de 1616. É uma lenda porque o calendário Gregoriano, que utilizamos hoje, só foi adotado pela Inglaterra em 1751. Resultado: Shakespeare morreu na verdade dez dias depois de Cervantes.
Mas o pessoal do marketing nem é besta nem nada, e dá uma forçada na história. Querendo ou não, dez dias de diferença não fazem diferença, né não? Os dois caras deixaram uma marca muito importante para a literatura e é legal que o dia do livro seja esse mesmo. Então, esqueçam o que eu disse no primeiro parágrafo.   
Ou melhor, nem esqueçam, porque, o final das contas, de que adianta celebrar o dia do livro num país que nem lê? É aquela história de 'o dia do livro deveria ser todos os dias' e tal. Essas datas só servem para incentivar o consumo, sem uma reflexão sobre a importância do livro enquanto objeto simbólico. Se eu falar para alguns alunos universitários desse lance de livro enquanto objeto simbólico eles me mandarão plantar batatas. Aliás, quem deveria estar fazendo essas reflexões, se a maior parte da população está mais preocupada com a polêmica envolvendo Angra e o Parangolé? Então esquece de novo o que eu disse nesse parágrafo.
Mas Cervantes e Shakespeare viviam numa época tão diferente assim? A galera do saudosismo diz que hoje se lê menos e coisa e tal. Pior: que se lê mal. Eu já nem sei o que é a boa leitura, se acho que bom é, no mínimo, ler, mesmo que seja Crepúsculo. Não sei é de nada. Sei é que que se não insistir, fera, nem tem jeito, melhor esquecer. Porque, pra maioria dos meninos é mais legal jogar GTA do que ler O Invasor, embora os dois trabalhem com a vida loca de maneira bem peculiar. Na época de Cervantes e Shakespeare pouca gente sabia ler. Hoje, pouca gente quer ler. Se bem que, no final das contas, nunca teve muita gente querendo ler.
Mas aí tem o lance também: o cara dá quinze contos numa entrada de cinema e não dá trinta num livro. "Mas é o dobro do preço" e coisa e tal. Mas o livro dura mais, né não? Mas o livro tinha que ser mais barato ainda, né fera? O pessoal do livro sabe. O pessoal das livrarias, que cobra 50% pra expor livro na estante (ou pra colocar pelo menos no catálogo de busca) também sabe do que eu tô falando, né não? Heim? O problema é que ensinaram pro pessoal que livro é coisa de escola, de trabalho pra nota. Ler Machado de Assis pra complementar a nota com júri simulado e coisa e tal. E o prazer fica meio de fora. Aí, pedir pro cara ler é quase um ato de sadismo, né não? Então, falar do dia do livro é lembrar do trabalho que dona Júlia passava para a segunda unidade e que o menino tinha que fazer. Ler sem compromisso, por prazer, parece que a gente desaprendeu.
Mas ainda tem uma galera que resmunga que se lê mal. Acordem: o lance agora é que, simplesmente, não se lê. Contar nos dedos quem lê como costume, levar livro pro trabalho, pro ônibus, pro banheiro. Reclamar dos best sellers é se preocupar com o mínimo. Ei! Cervantes foi um best seller, otário! E piratearam pra caramba o cara, tanto que na segunda parte ele ainda tira uma onda com as cópias. Tá lá, é só ler. E não é assim hoje não, com as fábricas de best sellers? Um descobre um nicho de mercado e a galera sai copiando histórias de vampiros, zumbis, amores que foram pra guerra do Iraque blá blá blá.
E eu nem defendo os best sellers. Eu odeio literatura enlatada, vá por mim. Mas não me iludo de rotular tudo, né fera? Mas eu falava do quê? Do dia do livro. Esquece, esquece tudo o que eu disse. Aliás, eu nem deveria ter escrito isso. Eu deveria era estar lendo um livro. É isso, vou ler um livro. Faça o mesmo, vá.
  
Por Wellington de Melo no Interpoetica http://tinyurl.com/3oyrocj 

quarta-feira, 1 de junho de 2011

TVs e Radios comunitárias, uma realidade!


Por André Barrocal, no sítio Carta Maior:

As rádios e TVs comunitárias alcançam hoje todos os estados brasileiros e representam um terço da radiodifusão. O país tem 14.154 emissoras em operação, das quais 9.682 são comerciais, 4.242 são comunitárias e 230, educativas.

Os números fazem parte de um banco de dados sobre outorgas de rádios e TVs que o ministério das Comunicações divulgou nesta segunda-feira (30/05). A lista traz nome e sobrenome de cada um dos sócios e dirigentes das emissoras.

Minas Gerais é o estado com o maior número de redes comunitárias (691), seguido por São Paulo (551) e Rio Grande do Sul (362). Na rabeira, estão Acre (5), Roraima (6) e Amapá (16). O Acre, aliás, é o único estado que não possui emissora educativa.

As posições entre São Paulo e Minas se invertem, no caso das emissoras comerciais: 1.595 no primeiro e 1.303, no segundo. O Rio Grande do Sul também fica em terceiro lugar (935). Na outra ponta, estão Amapá (37), Roraima (42) e a capital do país, o Distrito Federal (46).

A lista de outorgas está disponível na página eletrônica do ministério das Comunicações. Sua divulgação tinha sido anunciada pelo ministro Paulo Bernado há cerca de um mês, durante reunião dele com a Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão e o Direito à Comunicação com Participação Popular.

Na ocasião, Bernardo dissera que o objetivo era contar com a ajuda da população para identificar “laranjas” por trás das concessões. O ministério espera que as pessoas vejam a lista e informem o governo sobre sócios suspeitos que porventura elas conheçam.

Também para combater o “laranjal" na radiodifusão, o ministério mudará as regras das licitações. Vai exigir que os interessados apresentem parecer de auditoria independente comprovando que têm capacidade financeira para tocar uma emissora. Que provem que há distribuição de lucros entre os sócios. Que depositem caução de 20% no ato da inscrição, e não de 1%, como é hoje. E que paguem pela concessão até a assinatura dela, e não mais em até 12 meses, também como ocorre hoje.

“Nós adotaremos estes critérios já nas próximas licitações”, disse Paulo Bernardo. “Hoje, há cerca de 300 processos no ministério que nós vamos cancelar para reabrir com as novas exigências. O que já chegou ao Congresso, aí será uma decisão dos parlamentares.”

Poesia que se levanta, sempre!














               O MAR QUE É TEU 

Mergulhei no teu mar
e me afoguei no desamor das tuas pedras
um fosso
um bosque de espinhos
uma mão com luvas em meu rosto agreste.

Mergulhei no teu mar
e o que vi?
fantasmas me agoirando
pedras e rochas despencando das tuas vetanias
amores secretos 
atitudes somente tuas
que nao me acalma!

Mergulhei no teu mar
e fui lançado em tempestade
até ca onde estou.
Um bueiro, uma vala infecta, um esgoto!

Deixe está onde estou!
Setembro de 2010